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2ª ATIVIDADE PONTUADA PARA A SEGUNDA AVALIAÇÃO (TRANSTORNO DO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL)

1- O que você entendeu por Transtorno Psiquiátrico na Gestação e no Puerpério?

Na gestação, os níveis de estrógeno e progesterona são superiores àqueles vistos nas mulheres fora do período gestacional e esse fator pode estar envolvido nas alterações do humor que ocorrem nessa fase.

Algumas mulheres seriam mais sensíveis a variações hormonais em qualquer momento de suas vidas, incluindo-se período pré-menstrual, menarca, gestação, puerpério, menopausa e até mesmo durante o uso de anticoncepcionais.

As gravidas adquirem esses transtorno na gravidez devido aos seguintes fatores:

Biológicos

História de transtorno do humor ou ansiedade

História de depressão pós-parto

História de transtorno disfórico pré-menstrual

Doença psiquiátrica na família

Psicossociais

Gravidez não planejada

Gravidez não desejada ou não aceita

Mães solteiras

Ter muitos filhos

Reduzido suporte social

Violência doméstica ou conflitos no lar

Baixo nível de escolaridade

Abuso de substâncias/ tabagismo gravidez

e esses transtornos que afetam as gestantes são:

Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

Transtorno do pânico

disforia do pós-parto

depressão pós-parto e

psicose puerperal

2- Dos transtornos citados no artigo, qual(is) você considerou ser o mais prevalente, explique.

disforia do pós-parto = costuma acometer as mulheres nos primeiros dias após o nascimento do bebê, atingindo um pico no quarto ou quinto dia após o parto e remitindo de maneira espontânea, no máximo, em duas semanas. Inclui choro fácil, labilidade do humor, irritabilidade e comportamento hostil para com familiares e acompanhantes. Esses quadros normalmente não necessitam de intervenção farmacológica, e a abordagem é feita no sentido de manter suporte emocional, compreensão e auxílio nos cuidados com o bebê .

depressão pós-parto= pode ser parte ou continuação da depressão iniciada na gestação (Ryan et al., 2005). Os sinais e sintomas de depressão perinatal são pouco diferentes daqueles característicos do transtorno depressivo maior não psicótico que se desenvolvem em mulheres em outras épocas da vida. As pacientes apresentam-se com humor deprimido, choro fácil, labilidade afetiva, irritabilidade, perda de interesse pelas atividades habituais, sentimentos de culpa e capacidade de concentração prejudicada. Sintomas neurovegetativos, incluindo insônia e perda do apetite, são descritos com freqüência (Nonacs e Cohen, 1998; Gold, 2002). Contudo, alguns sintomas somáticos podem ser confundidos com situações normais desse período. Assim, sintomas como hipersonia, aumento de apetite, fadigabilidade fácil, diminuição do desejo sexual e queixas de dor e desconfortos em diferentes sistemas são de pouca utilidade para o diagnóstico de depressão nessa fase.

A psicose puerperal costuma ter início mais abrupto. Estudos verificaram que 2/3 das mulheres que apresentaram psicose puerperal iniciaram sintomatologia nas duas primeiras semanas após o nascimento de seus filhos. Descreve-se um quadro com presença de delírios, alucinações e estado confusional que parece ser peculiar aos quadros de psicose puerperal. Pode haver sintomas depressivos, maníacos ou mistos associados. Não foi estabelecida nenhuma apresentação típica. No entanto, essas mulheres costumam apresentar comportamento desorganizado e delírios que envolvem seus filhos, com pensamentos de lhes provocar algum tipo de dano. Apesar de o suicídio ser raro no período puerperal em geral, a incidência deste nas pacientes com transtornos psicóticos nesse período é alta, necessitando muitas vezes de intervenção hospitalar por esse motivo, bem como pelo risco de infanticídio. Sintomas depressivos, mais do que maníacos, em geral estão associados aos quadros em que ocorrem infanticídio ou suicídio.

3- Que ocorrências poderiam ser evitadas com o diagnóstico e tratamento precoce dos Transtornos Psiquiátrico na Gestação e Puerpério?

O infanticídio e o suicídio estão entre as complicações mais graves decorrentes de transtornos puerperais sem intervenção adequada. No entanto, a existência de transtornos psiquiátricos não só no puerpério, mas também na gestação, pode levar a outras graves conseqüências.

Mulheres com diagnóstico de esquizofrenia ou depressão maior apresentaram elevado risco para complicações na gravidez, trabalho de parto e período neonatal. Entre essas complicações, há anormalidades placentárias, hemorragias e sofrimento fetal.

Mulheres com esquizofrenia apresentam risco elevado para descolamento prematuro de placenta e, mais freqüentemente, tiveram filhos com baixo peso ao nascer. Essas crianças também apresentaram malformações cardiovasculares e menor circunferência encefálica do que os filhos de mães saudáveis.

4- Para cada Transtorno citado na questão 2, cite um problema relacionado a este transtorno, construa um diagnóstico de enfermagem e 2 intervenções de enfermagem.

Diagnostico de enfermagem

Isolamento Social relacionado às alterações no estado mental e fatores que contribuem para a ausência de relacionamentos pessoais satisfatórios.

intervenções de enfermagem

- Tratar o paciente de uma forma amigável, gentil, compreensiva e séria.

- Desenvolver o relacionamento terapêutico.

- Ajudar o paciente a lidar com seus sentimentos.

- Ensinar as etapas normais do luto e auxiliar a pessoa a reconhecer em que etapa está (reconhecimento da perda, apresentação da dor, adaptação à perda, reinvestimento e estabelecimento de metas)

diagnostico de enfermagem

Risco para solidão relacionado à privação afetiva e ao isolamento físico.

intervenções de enfermagem

- Demonstrar à pessoa que deve decidir tratar e melhorar aquilo que está sentindo, pois as pessoas deprimidas por vezes consideram que procurar / aceitar ajuda não fará nenhuma diferença;

- Demonstrar afecto, com palavras reconfortantes, mas não corroborar numa possível vitimização por parte da própria pessoa;

- Evitar a superprotecção;

diagnostico de enfermagem

Alteração da senso-percepção

intervenções de enfermagem

Na presença de delírios e alucinações não criticar ou menosprezar as idéias do cliente.

Estar atento quanto à aceitação do tratamento. Verificar se o cliente toma os medicamentos prescritos.

Orientar sistematicamente para a realidade.


 
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