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sdi parte 2

O perfil demográfico mais envelhecido também implica

em mudança do perfil epidemiológico no país, verificando-se

que as doenças crônico-degenerativas passam a ter posição de

destaque entre os eventos mórbidos de maior incidência e prevalência.

Esse novo quadro constitui-se em um dos determinantes

da busca de adequação das políticas públicas que devem

estar voltadas para atender as áreas de saúde, previdência e assistência

social com foco no idoso e no processo de envelhecimento,

conforme apresenta Mendes (2011), ao falar das redes

de atenção à saúde.

24

É preciso destacar que, segundo dados da Pesquisa Nacional

por Amostras de Domicílio, publicados em 2009, 75,5%

dos idosos brasileiros apresentavam doenças crônicas, mais

prevalentes em idade avançada (Instituto Brasilei -

ro de Geografia e Estat ística , 2009). Há que

se ressaltar, ainda, que as doenças crônicas frequentemente se

acompanham de graus variados de perda da funcionalidade, o

que implica em maior e mais prolongada utilização de recursos

e serviços de saúde (Moraes , 2012). Considera-se, aqui, que

funcionalidade represente a presença de autonomia e de independência,

retomando a Política Nacional de Saúde da Pessoa

Idosa que diz que “o conceito de saúde para o indivíduo idoso se

traduz mais pela sua condição de autonomia e independência que

pela presença ou ausência de doença orgânica” (BRASIL, 2006).

Verifica-se, pois, que entre os desafios que se apresentam

aos gestores e profissionais da área de saúde, que se propõem a

oferecer à população idosa brasileira uma assistência qualificada

e regida por princípios ético-humanitários, estão a prevenção

e o tratamento das enfermidades crônicas e seus agravos,

bem como o desenvolvimento de pesquisas e de aquisição de

conhecimentos voltados para o segmento idoso, na busca de

novas opções terapêuticas e na prevenção das doenças crônicas.

Estima-se, dessa forma, que os gastos em saúde aumentem

substancialmente, pois os cuidados nessa área tendem a

emergir como um dos maiores desafios para o Brasil nas próximas

décadas, considerando-se que duas forças impulsionam

essa tendência: de um lado, o aumento da proporção de idosos

na população, e de outro, o aumento do uso dos recursos e serviços

na área de saúde por parte dos idosos (Banco Mundial,

2011).

25

Além disso, também se projeta o aumento de idosos necessitados

de cuidados de longo prazo, a partir de dois outros

fatores, que são o aumento dos muitos idosos nas próximas décadas

(do que decorre o crescimento das situações de maior

vulnerabilidade e incapacidade), bem como a mudança nos valores

sociais e familiares (que afetam a disponibilidade de ajuda

familiar para os idosos). Existem projeções que estimam que o

número de idosos sendo cuidados por não familiares será cinco

vezes maior em 2040, em comparação com o que se registrou

em 2008 (Banco Mundial, 2011).

Entretanto, o suporte informal e familiar continua sendo

fundamental na atenção à saúde dos idosos. Mas, isso não significa

que o Estado deixe de ter papel relevante na promoção,

proteção e recuperação da saúde da população idosa. Muito ao

contrário, cabe ao Estado responsabilizar-se pela atenção nos

três níveis de gestão oferecidos pelo Sistema Único de Saúde

(SUS), o que possibilita complementar, ou, eventualmente, suprir

as ações de suporte proporcionadas pelo cuidado informal

e disponibilizadas para esse segmento populacional (Myata

et al., 2005) .

Com efeito, no Brasil, particularmente nas últimas três

décadas, foram dados alguns passos significativos, ainda que

insuficientes para o contexto atual, no sentido de se buscar implantar

e aperfeiçoar políticas públicas focadas nas questões da

população idosas.

Primeiramente, cabe destacar o SUS, que se constitui em

uma “Política de Estado”, que permite concretizar a decisão adotada

pelo Congresso Nacional, em 1988, de considerar a saúde

como um “direito de cidadania e um dever do Estado”. O SUS

está regulamentado na Lei Orgânica da Saúde, instituída em

26

1990. Essa “dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e

recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços

correspondentes” afirmando em um de seus artigos:

A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes,

entre outros, a alimentação, a moradia,

o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho,

a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso

aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da

população expressam a organização social e econômica

do País.

Parágrafo único. Dizem respeito também à

saúde as ações que, por força do disposto no

artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas

e à coletividade condições de bem-estar

físico, mental e social. (LOS, 1990, art. 3º).

Dos princípios do Sistema Único de Saúde destacamse

a Universalidade, a Equidade, a Integralidade, bem como

a Descentralização, Regionalização, Hierarquização e Participação

Social, sendo essas últimas criadas como forma de organização

deste sistema. Abrangem uma série de fatores que

buscam garantir um atendimento territorial que compreende a

população a ser atendida (Teixeira , 2011).

Também na perspectiva das mudanças na esfera das políticas

públicas na área de saúde, com foco nos idosos, surgiram:

em 1994, a Política Nacional do Idoso (regulamentada pela

Lei n.º 8.842); a Portaria 702, em 2002 (cria mecanismos de

organização e implantação de Redes Estaduais de Atenção à

Saúde do Idoso); a Portaria 703, de 2002 (institui, no âmbito

do SUS, o Programa de Assistência aos Portadores de Doença

de Alzheimer); o Protocolo de Tratamento da Doença de Alzheimer

(através da Portaria n.º 843, de 2002); o Estatuto do

27

Idoso (através da Lei 10.74, de 2003 - A lei federal no 10741 de

1o de outubro de 2003), e a Política Nacional de Saúde da Pessoa

Idosa (regulamentada pela Portaria n.º 2.528, em 2006).

(BRASIL, 2002a; 2002b; 2002c; 2003; 2006).

Considerando-se esse novo direcionamento em vista de

implantar e adequar estratégias de caráter mais global à assistência

aos idosos, constatou-se, ainda, a necessidade de aportar

outra destinação aos recursos e serviços de saúde, fortalecendo-se

o investimento na atenção básica e a ampliação das discussões

sobre medidas de promoção à saúde e de prevenção de doenças

(Camacho ; coelho , 2010).

Associado a isso, é preciso destacar a relevância de uma

capacitação e treinamento continuados dos profissionais de

saúde que sejam adequados à atenção aos idosos, principalmente

em nível da rede básica. Some-se a isso a necessidade de

se buscar oferecer suporte às famílias e cuidadores informais,

sobre quem recai, frequentemente, todo o ônus do cuidado, de

modo a diminuir as dificuldades e a sobrecarga que decorrem

desse processo, particularmente em relação aos idosos mais

dependentes e com menor autonomia (Camacho ; coe -

lho , 2010).

Cabe, pois, a todos os que se ocupam de questões relacionadas

ao envelhecimento e à população idosa, particularmente

aos gestores, administradores e profissionais da área de saúde,

focalizar a urgência de mudanças e inovação nos modelos de

atenção à saúde da população idosa, elaborando e buscando

viabilizar propostas de ações diferenciadas, para que o idoso

possa usufruir os anos proporcionados pelo avanço da ciência

com qualidade de vida.

28

REFERÊNCIAS

Banco Internacional para a Reconstru -

ção e o Desenvolvimento / Banco Mundial.

Envelhecendo em um Brasil mais velho. Washington

DC: Banco Mundial, 2011. 64p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Estatuto do idoso 1. ed. 2.

reimpressão. Brasília: Ministério da Saúde; 2003.

_____. Ministério da Saúde. Portaria no. 2.528 de 19 de outubro

de 2006. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/

arquivos/pdf/2528%20aprova%20a%20politica%20nacional%

20de%20saude%20da%20pessoa%20idosa.pdf>. Acesso

em: 29 set. 2013.

_____. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde.

Redes Estaduais de Atenção à Saúde do Idoso: guia operacional

e portarias relacionadas. Brasília: Ministério da Saúde,

2002a. 104 p.

_____. Ministério da Saúde, 2002b. Portaria Nº 703 de 12 DE

Abril DE 2002. Disponível em: http://www.brasilsus.com.br/

legislacoes/sas/6055-703.html. Acesso em 29 set. 2013.

_____. Ministério da Saúde, 2002c. Portaria nº 843 de 06 de

Novembro de 2002. Estabelece Protocolo Clínico e Diretrizes

Terapêuticas para o tratamento da Demência por Doença

de Alzheimer. Disponível em: http://dtr2001.saude.gov.br/

sas/PORTARIAS/PORT2002/PT-843.htm. Acesso em 30

set.2013.

_____. Presid ência da República . Lei nº 8.080 de

19 de Setembro de 1990. Disponível em: <http://portal.saude.

29

gov.br/portal/arquivos/pdf/lei8080.pdf>. >. Acesso em: 29 set.

2013.

Camacho , A.C.L.F.; Coelho , M. J. Políticas públicas

para a saúde do idoso: revisão sistemática. Revista Brasileira

de Enfermagem, v. 63, n. 2, p. 279-284, 2010.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estat

ística . Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

2009. Síntese dos Indicadores. Disponível em: <http://

www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/

pnad2009/>. Acesso em: 29 set. 2013.

Mendes , E.V. As redes de atenção à saúde. 2. ed. Brasília,

OPAS, 2011. 554p.

Moraes , E.M. Atenção à saúde do idoso. Aspectos conceituais.

1. ed. Brasília, OPAS, 2012. 102p.

Myata , D.F.; Vagetti , G.C.; Fanhani , H.R. et al. Políticas

e programas na atenção à saúde do idoso: um panorama

nacional. Arquivos de Ciência e Saúde da Unipar, vol. 9, n. 2,

p. 135-140, 2005.

Teixeira , C. Os princípios do Sistema Único de Saúde.

Texto de apoio elaborado para subsidiar o debate nas Conferências

Municipal e Estadual de Saúde. Salvador, junho de

2011.

30

CAPÍTULO 1

TRIBUTOS NORTEADORES NA

ATENÇÃO AO ENVELHECIMENTO

POPULACIONAL

1.1 Envelhecimento Populacional e Políticas de Saúde:

desafios além de contemporâneos

José Patrício Bispo Júnior

Kelly Leite Maia de Messias

Ana Paula Soares Gondim

Maria Alix Leite Araújo

Mirna Albuquerque Frota

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, parece haver um despertar para a necessidade

de maior cuidado e atenção com a população que

envelhece. Com a publicação do Estatuto do Idoso (BRASIL,

2003), o tema do envelhecimento ganhou maior projeção na

sociedade brasileira e diversas iniciativas foram desenvolvidas

com o intuito de debater e viabilizar a garantia dos direitos dos

idosos. A realização da I Conferência Nacional dos Direitos

da Pessoa idosa, em 2006, demonstra a preocupação e mobilização

social para com o tema. Desde essa iniciativa, foram realizadas

mais duas conferências nacionais, a segunda em 2009

e a terceira em 2011. Além disso, atualmente, a maioria das

31

cidades brasileiras já conta com conselhos municipais do idoso,

que possibilitam mobilizações na defesa dos direitos dos idosos

(BRASIL, 2002; 2006; 2009; 2011).

A crescente preocupação para garantia desses direitos é

motivada, principalmente, pelo rápido de envelhecimento da

população brasileira. Nas últimas décadas, observam-se uma

redução no ritmo de crescimento da população e um aumento

da proporção de idosos, com a consequente elevação da expectativa

de vida (CARVALHO; RODRÍGUEZ-WONG, 2008).

Dentre as implicações do prolongamento da vida, as

repercussões sobre a saúde e o aumento da carga de doenças

figuram entre as consequências principais. O envelhecimento

populacional sempre vem acompanhado pelo acréscimo das

doenças crônicas. É raro o idoso que não expressa qualquer enfermidade

degenerativa. Mesmo o envelhecimento sem doença

conduz à diminuição da capacidade funcional inerente à fisiologia

da senescência, que pode interferir sobre a independência

física e mental (RAMOS, 2009). Com efeito, além do aumento

da demanda por serviços de saúde, há a necessidade de reorientação

desses serviços que devem se adequar para atendimento

dessa nova realidade epidemiológica. Este capítulo tem como

objetivo analisar o envelhecimento populacional brasileiro e a

evolução das políticas de saúde destinadas aos idosos.

MÉTODO

Este estudo baseou-se em um levantamento bibliográfico

sobre as mudanças na estrutura etária e as repercussões

do envelhecimento na transformação do perfil epidemiológico

brasileiro.

32

Utilizou documentos oficiais do Ministério da Saúde

sobre as políticas públicas de saúde destinadas aos idosos, bem

como procedeu a uma revisão bibliográfica de bancos de dados

eletrônicos Literatura Latino-Americana e do Caribe (LILACS)

e Scientific Electronic Library OnLine (ScieLO), disponíveis

na Biblioteca Virtual em Saúde (BIREME). Os descritores

utilizados foram: saúde do idoso e políticas de saúde, usando

o idioma português língua do país de publicação - Brasil.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Envelhecimento Populacional e os Impactos Sobre a Saúde

O acelerado ritmo de envelhecimento da população brasileira

e da América Latina nas últimas décadas é decorrente

das rápidas mudanças nos níveis de mortalidade, natalidade e

fecundidade dessas populações. No curso do século XIX e primeira

metade do século XX, o Brasil mantinha elevadas taxas

de fecundidade e mortalidade. Posteriormente, o País diminuiu

as taxas de mortalidade e mantém ainda elevado o percentual

de natalidade, desencadeando o vertiginoso crescimento populacional.

Em seguida, além das baixas taxas de mortalidade,

o País também expressa diminuição das taxas de natalidade e

fecundidade. Como exemplo da queda brutal da fecundidade,

em 1940, o Brasil exibia a média de 6,2 filhos por mulher, ao

passo que, em 2007, esse número diminui para apenas 2,0 (LEBRÃO,

2009). Essa situação implica a diminuição do contingente

jovem e no rápido envelhecimento populacional.

Ao analisar a pirâmide etária da população brasileira,

observa-se a significativa mudança na estrutura etária da população

(Figura 1).

33

O formato classicamente piramidal evidencia uma relação

inversamente proporcional entre faixa etária e proporção

dos grupos etários na população; ou seja, à medida que se aumenta

a idade, diminui-se o contingente populacional. Com

efeito, as populações de crianças, adolescentes e adultos jovens,

com elevados contingentes, conferem base alargada à pirâmide,

ao passo que a baixa proporção de adultos de meia-idade e idosos

determina o formato afunilado no ápice.

Figura 1- Estrutura Etária da População Brasileira, histórico e projeções, 1975-

2050.

Fonte- Carvalho e Rodríguez-Wong, 2008

Conforme indicado na Figura 1, todavia, se observa uma

tendência de mudança na estrutura estária, em um movimento

denominado de “retangularização da pirâmide”. As projeções

para os anos de 2025 e 2050 indicam uma tendência de achatamento

da base piramidal e alargamento do topo, o que representa

a diminuição dos grupos mais jovens e aumento considerável

da proporção de idosos.

34

Estudos demonstram o crescimento da proporção de

idosos no Brasil. As pessoas com 60 anos ou mais representavam,

em 1980, aproximadamente 6% da população; em 2000,

esse grupo correspondia a 8%; em 2010 o percentual era de

cerca de 10 %; para 2030, o contingente esperado é de 19% e,

em 2050, a proporção de idosos chegará a 30 % da população

brasileira (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA

E ESTATÍSTICA, 2008).

Concomitante à transição demográfica e ao envelhecimento

populacional, está em curso também no Brasil um processo

de transição nutricional. Neste contexto, observam-se o

declínio da desnutrição como problema de saúde pública e a

ascensão da obesidade com forte influência para a eclosão de

doenças crônicas não transmissíveis. Estudos apontam a crescente

prevalência de sobrepeso e obesidade entre a população

brasileira (BATISTA FILHO; RISSIN, 2003; MARINHO et

al., 2003). Esse aumento constitui grande preocupação para as

autoridades sanitárias, visto que a obesidade se constitui como

importante fator de risco para problemas de saúde, como hipertensão,

diabetes e hipercolesterolemia.

Essas mudanças ocorridas nos padrões demográfico e

nutricional, aliadas às transformações econômicas, políticas,

tecnológicas, sociais e culturais, condicionaram o surgimento

de um novo perfil epidemiológico da população brasileira, caracterizado

por uma complexa carga de morbimortalidade.

A teoria da transição epidemiológica está fundamentada

em três características principais: substituição das Doenças

Infecciosas e Parasitárias (DIP) pelas Doenças Crônicas

Não Transmissíveis (DCNT); passagem de uma elevada carga

de mortalidade por um predomínio de morbidade; e migra35

ção da carga de doenças dos grupos jovens para os grupos de

maior idade e idosos (OMRAM, 2001). No Brasil, todavia a

transição epidemiológica não aconteceu conforme observado

nos países de economia central. O nosso processo de mudança

conforma-se de maneira parcial e incompleta. Em vez da

substituição das doenças infecciosas para as doenças crônicas,

observa-se a sobreposição de uma dupla carga epidemiológica.

Alguns autores denominam esse processo de acumulação

epidemiológica e atribuem essa característica aos países de

economia subdesenvolvida, que não conseguiram superar seus

problemas sociais básicos, principais determinantes das DIP, e

passaram também a conviver com os problemas e doenças da

Modernidade, a exemplo das doenças cardiovasculares, neoplasias

e violência (LATKO et al., 2011).

As transições demográfica, nutricional e epidemiológica

estão imbricadas e se afetam mutuamente. O decurso da transição

demográfica conduz a um aumento da carga das doenças

crônicas e degenerativas. Com o avançar da idade, a fisiologia

do envelhecimento, em seu processo natural, altera o desempenho

de tecidos, órgãos e sistemas, constituindo-se fator de risco

para uma série de condições patológicas e de agravos à saúde

(ORGANIZAÇÃ O MUNDIAL DE SAÚDE, 2005).

As doenças do aparelho circulatório, as metabólicas e

as neoplásicas mantêm sempre incidência elevada em populações

com grande proporção de idosos. Também as doenças

osteomusculares e reumáticas constituem problemas de grande

preocupação nas populações idosas. Isso porque essas patologias

conduzem, muitas das vezes, a uma condição de limitação

física e funcional dos idosos o que também contribui para o

agravamento de outras doenças. Além disso, o risco de quedas

e de acidentes domésticos, com sérias repercussões em outras

36

dimensões da saúde, é sempre potencializado ante a condição

de fragilidade e limitação funcional.

Como visto, o envelhecimento populacional traz consigo

uma série de características e condições próprias da senilidade,

que requerem maior suporte social e atenção dos serviços de

saúde. Nesse panorama, cabe analisar o modo como o setor

saúde se estrutura para o enfrentamento dessa nova realidade

e o desempenho das políticas de saúde destinadas aos idosos.

 
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